Talvez não saibas Mas dormes nos meus dedos De onde fazem ninhos as andorinhas... Joaquim Pessoa

domingo, 5 de junho de 2011

MENINA- POETA

Corpo franzino,
Olhos tristes.
Mãos de criança,
Pequenas e débeis,
De gestos nervosos.
Alma de poeta,
Como flor aberta
Á luz da manhã
Sonhos dispersos
Em rimas e versos
Tão tristes como ela.
Versos que são esperanças,
Descrenças, ilusões perdidas,
Recordações também...
Menina triste,
De gestos nervosos,
De olhos tristes como ela
Que fitam o além...
Menina franzina,
Alma de poeta,
P'ra que procuras na vida
O que a vida não tem?...

Leonor Costa

sábado, 28 de maio de 2011

PERDI-ME





Perdi-me no caminho da incerteza,
Não sei p'ra onde vou, nem donde vim.
Sei que só sinto profunda tristeza
E chego a duvidar até de mim.

Receio o presente e o porvir.
Procuro em vão ter confiança
Em dias felizes que hão-de vir,
Vestidos com a cor da esperança.

E perco-me nesta tristeza louca
Esquecendo que toda a vida é pouca
Para viver a mocidade que não regressa...

Vou tentar encontrar o meu caminho,
Vou depois entregar-me ao teu carinho
E não mais quererei viver "depressa".

Leonor
26.05.1970

Imagem Net

sexta-feira, 9 de julho de 2010

FALANDO COM O SILÊNCIO

Tantos fardos inúteis sobrecarregam o meu coração...
As lágrimas lavam-me a alma
Mas não me matam a solidão.
Todos os dias falo com o silêncio.
Não tenho mais ninguém com quem falar.
Sou um palhaço que chora quando ri,
E que ri para não chorar.
Silêncio, meu amigo, enlaça-me em teus braços,
Tira-me este peso cá de dentro
De não saber quem sou nem para que sirvo...
Mesmo assim relembro sonhos
Que fui guardando dia a dia em meu peito.
E continuo sonhando, sonharei até poder
Se o sonho comanda a vida, assim é mais fácil viver!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

ENCONTREI POESIA


Céu...
Mar...
Desejo de infinito
Que me persegue a todo o instante
Fazendo da minha alma pobre caminhante
Errando, sem saber para onde vai.
Céu...
Mar...
Desejo de infinito...
Silêncio,
Solidão,
Eis o que me rodeia.
No meu caminho
Só encontrei escolhos
Mas segui sempre em frente
E descobri um mundo de poesia
Nos teus olhos!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

VIESTE







VIESTE

Quem eras eu não sabia,

Mas sabia que existias.

 Meu coração sempre disse

Que à minha procura virias.

Vieste.

Trouxeste-me o teu sorriso,

Tal como eu desejava.
calaram-se os nossos lábios,

Só nossos olhos falaram.

Quando nossas mãos se tocaram

E com carinho, me puxaste para ti,

Na ternura daquele abraço

Tu disseste: “estou aqui…”

Falaram nossos silêncios,

Falaram nossos afagos…

Não são precisas palavras

Nos nossos momentos magos.

Onde estavas? Tanto te esperei…

O que te trouxe à minha vida?

Quem fez tua voz tão doce

Para me chamares “querida”

Fica…

Não quero perder-me de ti,

Não quero que de mim te afastes.

Não me deixes nunca, amor,

Agora que me encontraste.





 14.12.20