quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

NATAL DA MINHA INFÂNCIA

Natal da minha infância
Natal da minha infância
Em que tudo era singelo
Sem maldade ou arrogância,
Natal era um sonho belo
Guardado inteiro cá dentro,
No fundo do coração.
Quando essa noite chegava
Nos meus olhos espreitava
Uma contida emoção.
A casa era velhinha...
Era tudo tão pobrezinho...
Mas era tudo tão lindo...
E deitada na caminha
E adormecia, sorrindo.
Sonhava com os anjos,
E com o Menino Jesus.
Natal, magia de uma noite só...
E eu flutuava numa núvem
Enquanto fazia ó-ó...
E ao acordar, bem cedinho,
Saltava da cama tão feliz,
Com os cabelos em desalinho
E sem me lembrar do frio,
Corria para a chaminé, gritando
E batendo as palmas dizia:
Está ali o meu bébé!!
O boneco que eu tinha pedido,
Que era de papelão, o Zezinho!...
E, maravilhada e feliz
Aconchegava-o ao meu peito
E beijava-o com carinho.
Ah, como o tinha querido!...
E o Jesus, que tudo sabe,
Escutou o meu pedido...
Só depois, sem o soltar,
Olhava para as outras prendas
E ria... ria... como só ri uma criança.
Gargalhadas infantis são puras
Ficam no ar a vibrar...
Fazem esquecer amarguras...
A casa estava tão bonita e enfeitada
Tão mais quente e acolhedora...
Quando olhei para o presépio vi
Que até o Jesus sorria na mangedoura!
Natal da minha infância
Em que tudo era tão belo...
Em 29.9.2008
Leonor
Sendo uma das minhas preferidas decidi repeti-la nesta quadra. Um Santo Natal para todos!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

FALANDO COM O SILÊNCIO

Tantos fardos inúteis sobrecarregam o meu coração...
As lágrimas lavam-me a alma
Mas não me matam a solidão.
Todos os dias falo com o silêncio.
Não tenho mais ninguém com quem falar.
Sou um palhaço que chora quando ri,
E que ri para não chorar.
Silêncio, meu amigo, enlaça-me em teus braços,
Tira-me este peso cá de dentro
De não saber quem sou nem para que sirvo...
Mesmo assim relembro sonhos
Que fui guardando dia a dia em meu peito.
E continuo sonhando, sonharei até poder
Se o sonho comanda a vida, assim é mais fácil viver!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

ENCONTREI POESIA


Céu...
Mar...
Desejo de infinito
Que me persegue a todo o instante
Fazendo da minha alma pobre caminhante
Errando, sem saber para onde vai.
Céu...
Mar...
Desejo de infinito...
Silêncio,
Solidão,
Eis o que me rodeia.
No meu caminho
Só encontrei escolhos
Mas segui sempre em frente
E descobri um mundo de poesia
Nos teus olhos!