sexta-feira, 13 de junho de 2008

O MEU PESADELO


Quando as aves se calam
E se abrigam no seu ninho,
O silêncio e o escuro instalam-se
Sem licença, de mansinho.
A luz do candeeiro desenha
Fantasmas enormes, irreais
Pelas paredes da casa.
O vento, com sopro forte,
Arremeda contra os portais.
Instala-se em mim o medo,
Olho em volta, sinto arrepios...
Procuro vislumbrar alguém
Mas não vejo nada
Além de lugares vazios.
Onde estão? Porque me deixaram?!...
Exausta de tanto clamar
Enrolo-me sobre mim,
Tombo no chão como um farrapo
E acabo por adormecer...

Na minha casa há muitos lugares vazios.
Gostava que os viessem ver...










Em 25.05.2008