quarta-feira, 27 de agosto de 2008

DÁ-ME A MÃO

Desce do teu pedestal,
Deita fora esse desdém,
Não olhes assim para mim
Como se fosse ninguém!

Despe teus brocados e cetins,
Assume-te tal como és
Não queiras ser "magestade"
E ter o mundo a teus pés.

Dá-me a mão, desce daí,
Mas desce enquanto é tempo
Porque a vida é chama breve
Que se apaga num momento.

E depois da chama apagada
És igual a todo o mundo...
Sozinha, tu vais dormir
Um sono eterno, profundo!
*****
Leonor Costa
10.2005
Participação no blog O Escritor Famoso
Foi uma experiência engraçada. A poesia era feita mediante a foto que escolhiamos.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

QUANDO EU ME CHAMAR SAUDADE


Sentei-me à beira do amanhecer
E esperei, em vão, que tu viesses...
Dói-me a alma de te não ver,
Dói-me a alma... se tu soubesses...
E os dias vão passando
Todos iguais, todos vazios...
Todos sem a tua presença...
Todos sem o teu olhar...
Sem a minha mão na tua,
Na ânsia de te encontrar...
Mudei de nome, mudei de veste:
Ao deixar de ser Esperança
Passei a ser a Esquecida.
Mas quando um dia partir
E então me chamar Saudade,
Ainda vou esperar por ti
Num lugar que se chama
Eternidade!
****
Leonor Costa
Em 08.08.2008