quarta-feira, 27 de agosto de 2008

DÁ-ME A MÃO

Desce do teu pedestal,
Deita fora esse desdém,
Não olhes assim para mim
Como se fosse ninguém!

Despe teus brocados e cetins,
Assume-te tal como és
Não queiras ser "magestade"
E ter o mundo a teus pés.

Dá-me a mão, desce daí,
Mas desce enquanto é tempo
Porque a vida é chama breve
Que se apaga num momento.

E depois da chama apagada
És igual a todo o mundo...
Sozinha, tu vais dormir
Um sono eterno, profundo!
*****
Leonor Costa
10.2005
Participação no blog O Escritor Famoso
Foi uma experiência engraçada. A poesia era feita mediante a foto que escolhiamos.

10 comentários:

Clarice disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Clarice disse...

Muito interessante o desafio. Interessante também a ironia da palavra "magestade" assim escrita.
Abraços.

O comentário anterior passou com erros.

elvira carvalho disse...

Um poema diferente. Mas interessante.
Um abraço e bom fim de semana

Peter disse...

Na verdade a poesia adapta-se perfeitamente à imagem.

Nilson Barcelli disse...

Gostei das tuas quadras, um pouco ao jeito das quadras populares.
E dizes coisas importantes (e bem) nas palavras...

Beijinhos.

Sandra Daniela disse...

O poema é lindo e bem associado á imagem! :-)

Um bom domingo

joaninha disse...

Desejo que esteja bem de regresso da volta... Lembro-me do poema! Continuo a achá-lo muito belo.
Vamos a mais escritos!
Um grande beijinho

António disse...

Olá, minha querida!
Queres dar um saltinho ao meu blog
http://eusoulouco2.blogs.sapo.pt?
Obrigado!

Beijinhos

redonda disse...

Gostei. Estava a tentar ver se adivinhava quem era o poeta que o poderia ter escrito :)
É engraçado vir aqui porque sou muitas vezes surpreendida pelo som. Já devia saber, mas quando começo a escutar os pássaros, tenho de pensar um bocadinho para me lembrar que é daqui que vem o som :)

elvira carvalho disse...

Passei. Para deixar um abraço e desejos de um bom fim de semana.