domingo, 2 de novembro de 2008

SOU


Sou a noite fria e escura
Sem estrelas nem luar.
Sou madrugada que se adivinha,
Sou uma ave a cantar.
Sou o poema inacabado
Do livro que ninguém leu.
Sou sonho que um dia tive
Mas depressa feneceu.
Sou uma flor perfumada
Que à míngua de água secou.
Sou a esperança que não morre
Mas de tanta espera cansou.
Sou ave de asas cortadas
Que já não sabe voar.
Sou suave melodia que anda
Por sobre a terra a vibrar.
Sou fúria, sou vendaval,
Sou um barco naufragado
No meu cabo das tormentas.
Tenho o meu peito rasgado
Cheio de chagas sangrentas.
Sou princesa "era-uma-vez"
Da história que alguém escreveu.
Fui criança, sou mulher,
Sou tudo e apenas EU!


Leonor Costa
Em 02.11.2008



20 comentários:

joaninha disse...

Bonito!
Sentido!
Como se pode dizer tanto do que se não diz, num poema...
Um poema inacabado... sim tudo o que fica por dizer são poemas que nunca se acabam... como entendo esta bela poesia... podê-la-ia ter escrito nos momentos em que estou com o mesmo estado de alma.
Mil beijos

Elipse disse...

e que linda que és nas palavras que escreves!

gaivota disse...

és tudo isso, e o que fica por dizer,
felicidades!
lindo poema, leonor
beijinhos

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querida Leonor, belíssimo poema, com só tu sabes escrever Amiga... Beijinhos de carinho e ternura,
Fernandinha

Clarice disse...

Que linda maneira de se descrever e de ser, que é o que mais importa. Somos a soma de tudo. De minha história não tiro um til!

Preciso contar que meus gatinhos a estas horas dormem numa cama ao lado do computador e ao abrir teu espaço abriram um olho, um olho só, para vert se os passarinhos eram "caçáveis"!hehehe!
Abração

elvira carvalho disse...

Tudo isso e ainda mulher. O que por si só já é um mundo.
Um abraço e bom fim de semana

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querida Leonor, lindo poema!!! Voltei para te reler!
Beijinhos de carinho e ternura,
Fernandinha

Thiago Forrest Gump disse...

Belo!

Nilson Barcelli disse...

És o dia quente e claro
Cheio de Sol e sem nuvens.
Enfim, não concordo com algumas partes do teu poema, apesar de ser belíssimo.
Beijinhos.

MIMO-TE disse...

:)
Saudades tuas!
Lindo, lindo, lindo!!!!
Bem... és mulher e claro de Vénus :)
Adorei!

Bjos
Paula Minau

Aníbal Raposo disse...

Bonito poema.
Voltarei.

Heavenlight disse...

Este poema tocou-me pela sua beleza, harmonia e também porque me identifiquei com ele.
Parabéns, a tua poesia merecia ser publicada!
Um beijinho*

Nilson Barcelli disse...

Não escreves...?
Preguiça, falta de inspiração ou de tempo?
Beijinhos.

Paula Raposo disse...

E, assim, sem dúvida, que somos nós!! Gostei de te ler. Beijos.

C Valente disse...

poema bonito, mas um pouco pessimista, você é vida é uma pessoa muito importante.
mesmo que o não seja para os outrs é o para si e para o mundo
Saudações amigas

joaninha disse...

Amiga, Tem escrito puco, mas é muito bom o que escreve. Inspira e não resisto a dedicar-lhe este poemazito. Beijinhos

Eu sou quem talvez não quisesse ser.
Sou o tempo que sem meta nunca chega
Que sem querer vai vivendo sem viver
Sou talvez até a quem a esmola não se nega…

Eu sou talvez e apenas um ser a morrer
Mas que por ser um talvez, à vida se apega
E num deambular constante e a correr
Sou a alma sem corpo, que por aí navega…

Eu sou o que nunca fui: mulher amada
Nem tão-pouco aquela que foi chamada
De amor, de paixão, de sonho ou aventura…

Eu sou o que não sou, nem jamais serei
A realidade daquele a quem tanto amei
E para quem nunca fui mais do que loucura…

leonor costa disse...

Obrigada JOANINHA pelas palavras e pela poesia! Na verdade tenho escrito pouco. A disposição não é muita, por isso não ajuda... No entanto, quero ver se a fonte não seca!

Beijinhos, amiga!

elvira carvalho disse...

Passei. Na ausência de novidades deixo uma abraço e votos de uma boa semana

*** Cris *** disse...

Uauuu Leonor, que lindo poema, viagei agora com sua palavras.

Bjs!

belakbrilha disse...

Lindo!

...palavras para quê?

bjs