segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

VIESTE




Quem eras eu não sabia,


Mas sabia que existias.


Meu coração sempre disse


Que à minha procura virias.


Vieste.


Trouxeste-me o teu sorriso,


Tal como eu desejava.


Calaram-se nossos lábios,


Só nossos olhos falaram.


Quando nossas mãos se tocaram


E, com carinho, me puxaste para ti,


Na ternura daquele abraço


Tu disseste: "estou aqui..."


Falaram nossos silêncios,


Falaram nossos afagos...


Não são precisas palavras


Nos nossos momentos magos.


Onde estavas? Tanto te esperei...


O que te trouxe à minha vida?


Quem fez tua voz tão doce


Para me chamares "querida"?...


Fica...


Não quero perder-me de ti,


Não quero que de mim te afastes.


Não me deixes nunca, amor,


Agora que me encontraste.










Leonor


Em 14.12.2009





















15 comentários:

Miguel disse...

e os silêncios podem tantas vezes dizer tanto...Um poema muito bonito. Gostei.

El Monti disse...

!!! Mas como te poderia perder
se nunca te achei ???

Fica a pergunta para um poema tão lindo, tão risonho e tão cheio de esperanças

Feliz Natal

FERNANDA & POEMAS disse...

QUERIDA LEONOR, QUE FELIZ SURPRESA, ENCONTRAR-TE NO MEU CANTINHO... BELÍSSIMO O TEU POEMA... SUBLIMES PALAVRAS AMIGA... UM FELIZ NATAL... ABRAÇOS DE CARINHO,
FERNANDINHA

Clarice disse...

Hum.... O amor está no ar.

Se o coração é feito de esperanças, que elas não desapareçam nunca.
Boas festas, muito amor e um abração.

Miguel disse...

Só para desejar um feliz Natal e um próspero Ano Novo, com o concretizar dos sonhos e da continuação dessa feliz harmonia com as palavras. Um grande e caloroso abraço.

maria delfina disse...

Belo poema sem dúvida. Gostei.

Feliz Natal

Bom Ano 2010

Maria Delfina

São disse...

Apreciei o poema e o canto dos pássaros.

Umas felizes Festas e um bom 2010, junto a uem desejar.

Abraços.

Nilson Barcelli disse...

Gostei do teu poema, Leonor. É muito belo e todo ele é um cântico ao amor genuíno.
Querida amiga, desejo-te as maiores felicidades para o novo ano que se aproxima.
Beijos.

O Profeta disse...

O troar do trovão, esta incessante chuva
As estrelas choram todas as mágoas na terra
Onde param os Anjos, porque não nos acodem os Santos
O mal e o bem porfiam esta eterna guerra

As casas do sul ruiram todas
Tal como a esperança desesperada
Toquei no rosto de uma criança triste
Senti uma paz surgir do nada


Mágico beijo

notyet disse...

Tentei comentar a rosa verde pois nos caminhos pedregosos da vida jamais vi rosas verdes.
Fica-me a esperança...

joaninha disse...

Muito doce este poema. Tem o travo de um mel que se prova e jamais se deixar de saborear.
Lindo!
Mil beijinhos ternurentos

joaninha disse...

Minha amiga, vamos a escrever.
Beijinhos comm muita ternura

*** Cris *** disse...

Uau!!! Que intenso! Adorei, bjs!

António Silva disse...

Estimada Leonor
Acabei de ler o seu poema que já é do ano passado, mas que eu não tinha visto, mas é lindo o poema. É um desejo e uma esperança (...mas sabia que existia...) e é um encontro de almas gémeas e é uma descoberta (...Estou aqui...)(..quem te fez a voz tão doce?..)e é também um pedido (...fica...não quero perder-me de ti...)e é medo de perda (não me deixes nunca, amor...)Resumindo o amor é desejo é esperança,é um encontro de almas gémeas,que pede, é o medo de perder. bonito! Aqui lhe deixo um pequenoo poema ao amor.

A vida sem amor é um deserto
É praia onde não se pode nadar,
Tem muito sol e muita areia,
Mas falta-lhe a água do mar.

Espero que goste.
Parabéns
António Silva

Natalia Nuno disse...

Quanto mais te leio, mais gosto Leonor, força para continuar, tens escritos muito belos, parabéns.

Beijo da natalia