domingo, 5 de junho de 2011

MENINA- POETA

Corpo franzino,
Olhos tristes.
Mãos de criança,
Pequenas e débeis,
De gestos nervosos.
Alma de poeta,
Como flor aberta
Á luz da manhã
Sonhos dispersos
Em rimas e versos
Tão tristes como ela.
Versos que são esperanças,
Descrenças, ilusões perdidas,
Recordações também...
Menina triste,
De gestos nervosos,
De olhos tristes como ela
Que fitam o além...
Menina franzina,
Alma de poeta,
P'ra que procuras na vida
O que a vida não tem?...

Leonor Costa

1 comentário:

Natalia Nuno disse...

Lindo o que escreves, acho bem que não deixes de lançar os teus sentimentos assim se alivia a alma.

Beijos