quarta-feira, 21 de novembro de 2007

SEM VELA NEM NORTE


Um dia embarquei...
Fiz-me ao mar
Num barco sem remos,
Sem vela, sem norte.
Andando ao sabor das ondas,
Entreguei-me à minha sorte.
Minha alma
Tão triste e só
Sente saudades doutrora,
Desse tempo de menina,
Do tempo que foi embora.
Chora, minha alma, chora
Lança fora o desencanto
Dos sonhos que já sonhaste,
Dos sonhos que já perdeste...
Deixa correr o teu pranto...
E depois, minha alma,
Mais leve,
Já podes adormecer.
Embalada ao sabor das ondas
Verás que vais esquecer...
Leonor C.

2 comentários:

elvira carvalho disse...

Linda a foto e a moldura-poema. Boa combinação. Goatei.
Um abraço

gaivota disse...

resolvi vir espreitar-te...
é muito lindo o teu poema
como é bom fazermo-nos ao mar!!!
é o melhor que há, a seguir às crianças, claro...
beijinho