sábado, 17 de janeiro de 2009

MIRAGEM



Pedi à minha saudade
Que fosse à tua procura,
E percorresse a cidade
Até à rua mais escura.
Que te procurasse nos cantos
Que esconderam nossos abraços,
Que perguntasse por ti às pedras
Que escutaram nossos passos.
Que perguntasse também ao vento
Que, nas tardes frias e agrestes,
Um ao outro aconchegava.
Esperei dias, esperei noites,
Sonhei contigo acordada
E a saudade não voltava
E eu ficava angustiada.
Um dia a saudade regressou
De mãos vazias, fatigada e triste
Dizendo que não te encontrou
Depois de tão longa viagem.
Agora tenho a certeza
Que tu na minha vida
Não passaste de uma miragem.





Leonor Costa
Em 19.12.2008

5 comentários:

Clarice disse...

Quem sobrevive na memória sempre existe com muita força. Surpresa seria não lembrar do nome de quem se amou.
Belo poema.
Boa semana.

joaninha disse...

Quem não tem uma miragem?
Quantas vezes não esperámos em vão por tudo quanto não chega...
Também deixei que a saudade andasse por aí à procura... só que ainda não voltou...
Belo poema e tão real! Gostei mesmo.
Beijinhos

joaninha disse...

Amiguinha, há um premio para si no Meinemliebe... passe por lá!
Uma beijoca graaaaaaaande

poupeé volets disse...

belissimo poema

poupeé volets disse...

Belissimo poema!