sábado, 21 de novembro de 2015

O tempo


O Tempo



O tempo cavalga no dorso da esperança
E da desventura.
O ontem e o hoje  são passado
Fechado num baú de esquecimento.
Não creio no "para sempre"
E o "talvez" é uma espera frustrada.
O "se" é uma pedra que a vida
Nos oferece como condição.
E o tempo passa...
A vida passa sem graça
Com seu manto de solidão.
E assim vamos passando
E assim vamos desejando
O tempo da inocência
Da nossa infância passada.
O tempo não tem medida.
É a duração de uma vida...
O tempo é tudo e não é nada.



Em 26/5/2015

sábado, 8 de agosto de 2015

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Voar como as avezinhas

 












Olhos abertos na penumbra
Esperando a madrugada
Ai esta dor de estar só
Acompanhada do nada…

Este nó de solidão

Encalhado na garganta

Não me deixa respirar…

E nesta grande tristeza

Minha alma esqueceu-se de cantar...

Passaram os dias e os meses

Tão cheios de melancolias…

Mas está na nossa mente

A força para lutar e vencer,

Para ressurgir do nada e voar

Como voam as avezinhas!

 

 

Leonor Costa


05.10.2012
 
 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Pedido

...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.

que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.

Clarice Lispector

domingo, 25 de dezembro de 2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PALAVRAS




São tão doces as palavras
Quando nos falam de amor
Sem pensar que um dia
As palavras podem mudar
E só deixem amargor.
Então a alma carente,
Chora cá dentro, em silêncio
Desiludida e infeliz…
Não deixes tua alma chorar…
Não desesperes que a vida
Tem sempre algo para dar!

ESTOU FARTA DE ESTAR SÓ

, Olhos abertos na penumbra
Esperando a madrugada
Ai, esta dor de estar só,
Acompanhada do nada…
Este nó de solidão
Encalhado na garganta
Não me deixa respirar…
E nesta grande tristeza
Esqueci-me até de cantar
...

Passaram os dias e os meses
Tão vazios e,contudo,

Tão cheios de incertezas...

Mas nossa mente é poderosa
Dá-nos a força para lutar e vencer,

Para recobrar a fé e a alegria
E continuar a viver!



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ENTRE O SONHO E A REALIDADE


Entre o sonho e a realidade
Debato-me com a vontade
De voltar a ser criança.
De ver teus olhos, meu pai,
Que há tantos anos não vejo
Tão doces e carinhosos,
Tão cheios de amor por mim….
Que saudades eu tenho
Das minhas brincadeiras,
Dos meus risos, da minha inocência!
Teus braços eram o paraíso
Onde adormecia cansada…
Depois, com amor,
Levavas-me para a caminha,
Um ninho de andorinha
Onde eu me aninhava.
Que saudades eu tenho
De voltar a ser essa pessoa
Tão alegre, tão diferente…
Hoje já não tenho os teus braços,
Nem teus beijos e carinhos,
A minha maior riqueza….
Muitos anos já passaram
Sobre o dia em que partiste….
E quão sozinha me senti então.
Partiste… mas não morreste!
VIVES NO MEU CORAÇÃO!

Leonor
19.09.2011

sábado, 17 de setembro de 2011

SOU BARQUINHO DE PAPEL

Sou um barquinho de papel
Tão pequenino e frágil
Que rodopia ao sabor das ondas…
Sou um barco de papel….
Sem bussola nem remos…
Sinto-me perdido e tonto
Neste mar tão agressivo
Esperando que alguém
Me veja e venha ajudar
Pois de ajuda preciso!
Debatendo-me contra o furor
Da água tão cristalina,
Tremo de pavor e choro
Como quando era menina.
Sou um barquinho de papel
Tão pequeno…, tão enrugado,
Tão perdido, tão longe de tudo…
Por todos sou ignorado.
Mas, num esforço derradeiro
Ergui os olhos para o céu:
Entreguei a Deus minha prece,
Entreguei a Deus minha vida.
E a prece deste barquinho
Tão insignificante, foi ouvida!

Por isso hoje estou aqui
Com minha luta vencida
Meu coração bate com fé,
Não mais me senti perdida!

Sou barquinho de papel
Com a esperança devolvida!


Leonor
Em 17.09.2011

Imagem net







sábado, 18 de junho de 2011

AQUELE ABRAÇO ESPERADO






O abraço que esperei não chegou
Ficou pairando, pairando no ar…..
E dentro do meu coração ficou a esperança
De ainda o poder receber amanhã, depois…
Entretanto, ele paira no ar….
Ele está preso no meu sonho…
Ele é o meu sonho e continuo a sonhar…
O abraço que há-de chegar
Virá aquecer a minha alma
E dizer-me que não estou só,
Que aquele carinho é meu
Chegue ele quando chegar…
Mas virá! É como se já o sentisse
No meio da minha ansiedade

Não deixo de o esperar
Porque aquele abraço é meu,
Porque o meu abraço é teu,
Porque o espero e desejo
Ande lá por onde andar!.....





Leonor
18/06/2011






segunda-feira, 13 de junho de 2011

ORAÇÃO




Olho o céu e olho as flores,

Em tudo há mensagens de amor.


Tudo tem um doce encanto

Pois estás em tudo, Senhor.

Caem as folhas do Outono

Com doce melancolia,

A vida desliza sempre

Hora a hora, dia a dia.

Essa vida que agora passa,

Breve passagem no mundo,

Encheia- da Vossa Graça

E do Vosso Amor profundo.

Guiai-me com vossa Mão

No caminho da Verdade.

Não albergue meu coração

Sentimentos de falsidade.

Que não esqueça o meu irmão

Que trilha o mesmo caminho,

Mas saiba estender-lhe a mão

E tratá-lo com carinho

Que saiba ser resignada,

Bondosa e fiel também.

Entrego-me a Vós, meu Deus,

Protegei-me e inspirai-me, amém.




Escrita em 1970


Leonor Costa




domingo, 5 de junho de 2011

PARA OS AMIGOS







Aos meus queridos amigos que durante muito tempo me acompanharam , peço desculpa pela minha longa ausência .


Não tive condições nem inspiração para escrever por motivo de doença. Graças a Deus já me encontro bem e espero continuar convosco.Obrigada pela vossa amizade. Espero reencontrar-vos.



Um beijo da Leonor



MENINA- POETA

Corpo franzino,
Olhos tristes.
Mãos de criança,
Pequenas e débeis,
De gestos nervosos.
Alma de poeta,
Como flor aberta
Á luz da manhã
Sonhos dispersos
Em rimas e versos
Tão tristes como ela.
Versos que são esperanças,
Descrenças, ilusões perdidas,
Recordações também...
Menina triste,
De gestos nervosos,
De olhos tristes como ela
Que fitam o além...
Menina franzina,
Alma de poeta,
P'ra que procuras na vida
O que a vida não tem?...

Leonor Costa

sábado, 28 de maio de 2011

PERDI-ME





Perdi-me no caminho da incerteza,
Não sei p'ra onde vou, nem donde vim.
Sei que só sinto profunda tristeza
E chego a duvidar até de mim.

Receio o presente e o porvir.
Procuro em vão ter confiança
Em dias felizes que hão-de vir,
Vestidos com a cor da esperança.

E perco-me nesta tristeza louca
Esquecendo que toda a vida é pouca
Para viver a mocidade que não regressa...

Vou tentar encontrar o meu caminho,
Vou depois entregar-me ao teu carinho
E não mais quererei viver "depressa".

Leonor
26.05.1970

Imagem Net

domingo, 19 de dezembro de 2010

NATAL DA MINHA INFÂNCIA

Natal da minha infância
Natal da minha infância
Em que tudo era singelo
Sem maldade ou arrogância,
Natal era um sonho belo
Guardado inteiro cá dentro,
No fundo do coração.
Quando essa noite chegava
Nos meus olhos espreitava
Uma contida emoção.
A casa era velhinha...
Era tudo tão pobrezinho...
Mas era tudo tão lindo...
E deitada na caminha
E adormecia, sorrindo.
Sonhava com os anjos,
E com o Menino Jesus.
Natal, magia de uma noite só...
E eu flutuava numa núvem
Enquanto fazia ó-ó...
E ao acordar, bem cedinho,
Saltava da cama tão feliz,
Com os cabelos em desalinho
E sem me lembrar do frio,
Corria para a chaminé, gritando
E batendo as palmas dizia:
Está ali o meu bébé!!
O boneco que eu tinha pedido,
Que era de papelão, o Zezinho!...
E, maravilhada e feliz
Aconchegava-o ao meu peito
E beijava-o com carinho.
Ah, como o tinha querido!...
E o Jesus, que tudo sabe,
Escutou o meu pedido...
Só depois, sem o soltar,
Olhava para as outras prendas
E ria... ria... como só ri uma criança.
Gargalhadas infantis são puras
Ficam no ar a vibrar...
Fazem esquecer amarguras...
A casa estava tão bonita e enfeitada
Tão mais quente e acolhedora...
Quando olhei para o presépio vi
Que até o Jesus sorria na mangedoura!
Natal da minha infância
Em que tudo era tão belo...
Em 29.9.2008
Leonor
Sendo uma das minhas preferidas decidi repeti-la nesta quadra. Um Santo Natal para todos!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

FALANDO COM O SILÊNCIO

Tantos fardos inúteis sobrecarregam o meu coração...
As lágrimas lavam-me a alma
Mas não me matam a solidão.
Todos os dias falo com o silêncio.
Não tenho mais ninguém com quem falar.
Sou um palhaço que chora quando ri,
E que ri para não chorar.
Silêncio, meu amigo, enlaça-me em teus braços,
Tira-me este peso cá de dentro
De não saber quem sou nem para que sirvo...
Mesmo assim relembro sonhos
Que fui guardando dia a dia em meu peito.
E continuo sonhando, sonharei até poder
Se o sonho comanda a vida, assim é mais fácil viver!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

ENCONTREI POESIA


Céu...
Mar...
Desejo de infinito
Que me persegue a todo o instante
Fazendo da minha alma pobre caminhante
Errando, sem saber para onde vai.
Céu...
Mar...
Desejo de infinito...
Silêncio,
Solidão,
Eis o que me rodeia.
No meu caminho
Só encontrei escolhos
Mas segui sempre em frente
E descobri um mundo de poesia
Nos teus olhos!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

VIESTE







VIESTE

Quem eras eu não sabia,

Mas sabia que existias.

 Meu coração sempre disse

Que à minha procura virias.

Vieste.

Trouxeste-me o teu sorriso,

Tal como eu desejava.
calaram-se os nossos lábios,

Só nossos olhos falaram.

Quando nossas mãos se tocaram

E com carinho, me puxaste para ti,

Na ternura daquele abraço

Tu disseste: “estou aqui…”

Falaram nossos silêncios,

Falaram nossos afagos…

Não são precisas palavras

Nos nossos momentos magos.

Onde estavas? Tanto te esperei…

O que te trouxe à minha vida?

Quem fez tua voz tão doce

Para me chamares “querida”

Fica…

Não quero perder-me de ti,

Não quero que de mim te afastes.

Não me deixes nunca, amor,

Agora que me encontraste.





 14.12.20